Escola de Minas - Home


Esboço Histórico
O Esquecimento
Daubreé é convidado
A Indicação de Gorceix
A Incumbência...
Escolha de Ouro Preto
Relatório de 1875
Inauguração em 1876
O Translado
A Escolha do Palácio
Visitas de D. Pedro II

A Escolha do Palácio Dos Governadores


Instalada a Escola de Minas em 12-10-1876 no edifício da Rua Padre Rolim, próximo à Igreja de Nossa Senhora das Mercês, nele funcionou durante cerca de 20 anos. Foi em 1897 transferida para o Palácio dos Governadores, então vago com a mudança da capital do Estado para Belo Horizonte. Serviu o Palácio de sede e moradia de governantes de Minas Gerais: Governadores da Capitania no Brasil Colônia, de Presidentes da Província no Império e de Presidentes do Estado na República.

A construção foi feita por ordem do então Governador da Capitania de Minas Gerais e Rio de Janeiro, Gomes Freire de Andrade, Conde de Bobadella. Arrematada a obra, em concorrência pública, pelo «mestre do risco» Manoel Francisco Lisboa, pai de Antônio Francisco Lisboa, o «Aleijadinho», por 40 mil cruzados, teve a mesma início em 1738, sendo terminada em 1748. Foi autor do projeto da construção o Sargento-Mor Engenheiro José Fernandes Pinto de Alpoim, nos moldes das praças fortes do Alemtejo, em Portugal. O pórtico da entrada principal, todo de mármore, em estilo toscano, foi arrematado pelo «mestre canteiro» Caetano da Silva Ruivo, por quatrocentos mil réis. Encimando o pórtico, há gravada a seguinte legenda: «A 9-IV-1822, foi dito pelo Príncipe Dom Pedro ao povo de Villa Rica que se quebraram os ferros do despotismo nesta Província. Em memória desse acontecimento foi colocada esta lápide a 9-IV-1922».

É um castelo misto de solar e de fortaleza, arquitetura colonial, erguido em ponto estratégico, no alto do Morro de Santa Quitéria. As paredes grossas são de pedra e argamassa de cal com óleo de baleia. Em quatro guaritas, duas ligadas ao edifício e duas no jardim fronteiro ao mesmo, as sentinelas de antanho vigiavam o Palácio. Os cunhais, as ombreiras, os peitoris das janelas e as escadarias são, em cantaria, de itacolomito róseo existente nas cercanias da cidade.

Muitas modificações e acréscimos tornaram-se necessários para se adaptar o vetusto edifício construído para Palácio de Governo a um estabelecimento de ensino superior.

Nas antigas paredes da sala de espera, destinada às audiências dos governantes, foram feitas pinturas, ainda hoje conservadas, retratando as figuras de José Bonifácio de Andrada e Silva, Joaquim José da Silva Xavier - «o Tiradentes», Cristóvão Colombo e Pedro Álvares Cabral. O Patriarca da Independência tem numa das mãos um rolo simbolizando a Constituição do Império; o Protomártir da Independência, fardado de alferes, fita sereno para o alto; o descobridor da América pisa um globo terrestre e o descobridor do Brasil tem o olhar fitando a distante terra de Santa Cruz.

Uma peça de valor do Palácio é a sua Capela Imperial, presumidamente construída em 1781. A sua restauração deve-se principalmente ao então Magnífico Reitor da Universidade Federal de Ouro Preto, Eng. Geraldo Parreiras, tendo sido reinaugurada em 12 de outubro de 1974.